PUC-RJ vence o Veirano Moot Training

Em mais uma oportunidade de apresentação de seus argumentos, as faculdades de Direito brasileiras que participam do 17th Vis Moot foram a São Paulo a convite do Veirano Advogados e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.

Nesse evento foi possível notar a evolução dos argumentos e da apresentação das equipes. Quem conhece o Vis Moot sabe que o caso é desenvolvido para proporcionar à ambas as partes argumentos fortes e fracos, que podem ser explorados nos memoranda e em audiência. Após a entrega dos dois memoranda, a grande meta das equipes é aprimorar suas técnicas de apresentação em audiência. Como um dos coaches do UNICURITIBA, eu digo aos alunos que após tanto estudo e preparação para a elaboração do memorandum é um fato que eles conhecem profundamente os fatos e o direito aplicável ao caso. Entretanto, a audiência é um momento que possui uma dinâmica própria, que deve ser estudada e controlada com maestria.

Nós chamamos a arte de expôr argumentos a um tribunal de delivery (algo como entregar seus argumentos, ou em bom português: “passar o recado”). Dominar essa arte envolve muitas habilidades, entre elas: preparação, organização, postura, oratória e persuasão. Como as posições jurídicas no problema são criadas para levantar o debate e dar armas a ambas as partes, na audiência os árbitros avaliam o profissionalismo, a capacidade de apresentar argumentos e até a desenvoltura para responder perguntas e rebater os argumentos apresentados pelos advogados da outra parte (chamados de opposing counsel).

No Veirano Moot Training, a equipe que melhor impressionou diversos tribunais arbitrais com sua arte foi a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ. O carisma carioca conquistou o tribunal, como afirmaram os árbitros da final. Parabéns aos alunos e aos coaches!

Os rounds finais ficaram assim:

Semi-final: USP vs. UNICURITIBA

Semi-final: UFMG vs. PUC-Rj

Final: USP vs. PUC-RJ

Vencedor: PUC-RJ

Veirano PUC-RJ jpeg

                                 * Foto: a equipe da PUC-RJ com os árbitros da final: Adriana Braghetta, presidente do CBAr; Frederico Straube, presidente da CCBC; e Pedro Maciel, sócio do Veirano Advogados. A equipe da PUC-RJ é composta pelos coaches Lauro Gama Jr e Patrícia Tepedino e pelos mooties Bruno Barreto, Gustavo Hirsch, Isadora Cipriani, João Marçal, João Vicente de Assis, Larissa Saltz, Lucas Mendes, Raphael Martins e Rodrigo Moreira. Patrocinadores: Motta Fernandes, Rocha Advogados; Vieira, Rezende, Barbosa e Guerreiro Advogados; Trindade Advogados; Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados; Binenbojm, Gama & Carvalho Brito Advogados; Gustavo Tepedino Advogados; C. Barreto Advogados e Laudelino da Costa Mendes Neto Advocacia.

Quer saber mais sobre o Vis Moot? Clique aqui.

Resultado do II Pre-Moot de Curitiba? Clique aqui.

1 Comment »

  1. Rodrigo Moreira Said,

    March 21, 2010 @ 10:48 am

    Marcel,

    Antes de mais nada, parabéns pela iniciativa do blog. Sei o quanto vc trabalha nisso para nos manter atualizados sobre o mundo da arbitragem comercial.

    Agradeço pelo post sobre nossa vitória em SP. De fato foi muito importante para nós ter um bom resultado – fez bem para a moral da equipe e prova que estamos no caminho certo.

    Além do mais, era nossa responsabilidade, como unicos representantes do Rio de Janeiro, apresentar um trabalho à altura da nossa instituição, dos nossos patrocinadores e do nosso Estado.

    Seus comentários sobre as habilidades necessárias aos oral pleadings são absolutamente Corretos. De fato, naqueles 15-20 min. de sistentação, nós temos a oportunidade de verdadeiramente montar um caso de modo a buscar o melhor resultado para o nosso cliente.

    São necessárias habilidades “não juridicas” que são fundamentais para dar o foco necessário aos seus pontos fortes e tirar a atenção de suas fragilidades.

    O Vis moot, neste sentido, é muito positivo, pois nos faz desenvolver estas habilidades quase do zero, uma vez que nao é de nossa tradição aprender a sustentar oralmente na graduaçao – o que pode parecer impressionante para o leigo, mas é a pura verdade.

    O desenvolvimento da arbitragem no Brasil, no entanto, vem mudando este panorama, na medida em que os profissionais vem tendo que aprender uma nova forma de advogar, mais prática, objetiva, oralizada – muito diferente do contencioso comum.

    E nisso o Vis moot tem sido de grande valia.

    Por fim, desejo sorte a todos os mooties brasileiros que estarão nos representanto em Viena nas proximas 2 semanas. Que desta vez tenhamos mais equipes nas finais, e, quem sabe, um campeão – nós brasileiros merecemos isso.

    abs!

    R

Deixe seu comentário: